Desali (BR)

Desali (BR)


Desali (1983 | Belo Horizonte, MG) é formado em Artes Plásticas pela Escola Guignard (UEMG), foi indicado ao Prêmio PIPA em 2017, 2018 e 2019, e possui obras adquiridas pelo Centro Cultural São Paulo (CCSP), dentro da coleção “Arte da Cidade”. Criador do coletivo Piolho Nababo, transita por múltiplas linguagens, promovendo contatos entre as periferias e o universo da arte, questionando as instituições artísticas tradicionais e contaminando esses espaços com a energia da rua.

www.desali.com.br




Bolsa Pampulha 2018/2019 – Pesquisa

A partir de lambes, cartazes e outras estratégias de intervenção urbana, Desali tem se dedicado a tratamentos poéticos da realidade das ruas, investindo na visibilização de apagamentos sociais e na sobreposição de diferentes tempos no mesmo espaço. Em seu trabalho, chama atenção a uma lógica de controle e higienização urbana que demanda permanentemente a invenção de inimigos públicos. Desviando-se dos suportes tradicionais convencionais da arte, inclui em suas criações elementos de sinalização e publicidade urbana, assim como materiais encontrados em caçambas e canteiros de obras. Como dispositivos de criação, figuram frequentemente derivas urbanas, assim como a criação de coletivos temporários que servem como espaços de troca e aprendizagem.

No programa Bolsa Pampulha 2018/2019, o artista se dedica uma ampla investigação histórica em torno do apagamento dos trabalhadores envolvidos na construção artificial da região da Pampulha, assim como do deslocamento de comunidades que viviam por lá antes do processo de “modernização” da área. Como dispositivo crítico para preencher lacunas e desvios identificados nas narrativas que compõem a história oficial da cidade, o artista apresenta um vídeo inédito gravado no museu, uma performance com o coletivo Piolho Nababo, além de uma série de intervenções visuais e textuais em periódicos dos anos 1930 e 1940.


– Bolsa Pampulha 2018/2019 – Carne Quebrada

O artista se dedica a uma ampla investigação histórica em torno do apagamento dos trabalhadores envolvidos na construção artificial da região da Pampulha, assim como do deslocamento de comunidades que viviam por lá antes do processo de “modernização” da área. Como dispositivo crítico para preencher lacunas e desvios identificados nas narrativas que compõem a história oficial da cidade, Desali apresenta um vídeo inédito gravado no museu, uma performance com o coletivo Piolho Nababo, além de uma série de intervenções visuais e textuais em periódicos dos anos 1930 e 1940.


– Bolsa Pampulha 2018/2019 – Galeria de Arte Itinerante Dandara

Como parte das ações do Bolsa Pampulha 2018/2019, e em parceria com Aura da Luta, Desali inaugura uma Galeria Itinerante na ocupação Dandara, dando continuidade às experiências do projeto Galeria William Rosa, realizadas na ocupação William Rosa, em Contagem.


– Bolsa Pampulha 2018/2019 – Leilão Piolho Cassino Dandara

Desde 2011, o coletivo Piolho Nababo organiza a performance Leilão de Arte Piolho Nababo. A ação representa uma sátira aos tradicionais leilões e negociatas que integram o mercado da arte. As transações acontecem em clima de festa, animadas por bandas independentes e DJs.


 Dispositivo Móvel para Ações Compartilhadas 2015 – Tratar direto com o proprietário c/ Manuel Carvalho

O projeto desenvolvido durante a residência possibilitou o encontro direto com o que Desali vem trabalhado nos últimos anos: produção marcada pela liberdade e pela improvisação, em que a trajetória dos artistas envolvidos se adapta a diversas condições, contextos e espaços. Atuando em consonância com a situação ao invés de moldá-la a uma ideia ou conceito prévio.

Assim, o trabalho realizado em parceria com o artista Manuel Carvalho envolveu a criação de uma galeria de arte em um boteco nas intermediações do bairro Jardim Canadá, município de Nova Lima, a partir do convívio com um grupo de frequentadores do local.

A dupla produziu uma série de 15 pinturas de formatos variados para esse bar-galeria, inspirada nas pessoas que conheceu no local: desde uma criança que auxilia a mãe no estabelecimento até fregueses que frequentam o espaço para beber após um dia de trabalho. Durante esse período, o bar, que se chama Vandinha, foi se transformando em um cubo branco às avessas, servindo como espaço de exposição e de troca de experiências.

A dupla de artistas conheceu, ainda, um jovem com grandes potencialidades, conhecido pelo apelido Vertin. Autodidata da música periférica, o MC JC (nome artístico) já cantava em eventos e baladas noturnas. Desse contato surgiu a ideia de criar um videoclipe para uma de suas músicas, o que demandou a gravação da melodia em um estúdio no bairro Santa Teresa, bem como a realização de serviço de mixagem e produção de vídeo. Além disso, foi elaborado e impresso flyer de divulgação do lançamento, que aconteceu no mesmo dia da abertura da exposição – para distribuição por Vertin em sua comunidade e publicação do evento nas redes sociais.

Foi realizada a vernissage da exposição Tratar direto com o proprietário, no bar da Vandinha. O título já adianta o sistema de vendas adotado: os galeristas e colecionadores presentes negociaram os valores e as formas de pagamento diretamente com as pessoas retratadas nas pinturas, as quais receberam a quantia para si.

Enquanto os jovens decidiam o destino de cada obra, se iriam vender ou não, Vertin (ou MC JC) cantou músicas de sua autoria e lançou seu primeiro videoclipe com a presença da comunidade e de convidados da Grande BH.

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