Ventura Profana (BR)

Ventura Profana (BR)


Ventura Profana (1993 | Salvador, BA) é cantora, escritora, compositora, performer e artista visual. Doutrinada nos templos batistas, investiga as implicações do deuteronomismo no Brasil. Filha das entranhas misteriosas da mãe Bahia, Ventura Profana é carcará, negra travesti nordestina que tem fome e sede.

@venturaprofana




– Bolsa Pampulha 2018/2019 – Pesquisa

Nascida em Salvador e radicada no Rio de Janeiro, a artista-travesti Ventura Profana problematiza os efeitos sociais, culturais e políticos dos processos de tradução e interpretação de textos bíblicos, historicamente apropriados por projetos políticos de embranquecimento populacional e concentração de poder. Em alguns trabalhos, realiza interferências visuais sobre imagens, objetos e produtos relacionados ao universo cristão, de modo a questionar a associação entre fé e “neutralização” dos corpos. Como em um plano de salvação coletiva, propõe a disputa pela narrativa de Jesus como um corpo dissidente, não hegemônico e não-normativo. Afirmando a si mesma como um corpo apocalíptico, defende a ressignificação e a apropriação do milagre como potência de vida.

Sua proposta para o programa Bolsa Pampulha 2018/2019 envolve estudos e redesenhos de mobiliários geralmente encontrados em Igrejas, assim como a gravação de um disco em que possa professar, em alto e bom tom, suas palavras de salvação. Ventura dedica-se ainda à criação de uma Igreja capaz de abrigar encontros e rituais coletivos nos quais possa disseminar sua fé entre outros corpos dissidentes da cidade de Belo Horizonte. Se Deus pode ser Deise, como ela se manifesta em nossos corpos?


–Bolsa Pampulha 2018/2019 – Tabernáculo da Edificação

Ventura Profana problematiza os efeitos sociais, culturais e políticos dos processos de tradução e interpretação de textos bíblicos, que para a artista foram historicamente apropriados por projetos políticos de embranquecimento populacional e concentração de poder. A artista propõe a disputa por outras narrativas como a de corpos dissidentes, não hegemônicos e não-normativos. Afirmando a si mesma como um corpo apocalíptico, defende a ressignificação e a apropriação do milagre como potência de vida. Intitulada Tabernáculo da Edificação, sua proposta para o programa Bolsa Pampulha envolve estudos e redesenhos de mobiliários geralmente encontrados em Igrejas, assim como a gravação de um clipe em que possa professar, em alto e bom tom, suas palavras de salvação.


– Bolsa Pampulha 2018/2019 – Trava fantástica, literatura e composição de travesti
Como parte das ações do Bolsa Pampulha 2018/2019, a cantora, escritora, compositora, performer e artista visual Ventura Profana propôs a oficina “Trava fantástica, literatura e composição de travesti”, com o objetivo de discutir a potência da escrita no vislumbre e demarcação de outras possibilidades de vida. Em dois encontros, ela apresentou trechos de escritos, letras de canções, manifestos produzidos por travestis da última década.
De que maneira as palavras exercem poder sobre a realidade? Literatura de trava é arma de guerra. A oficina também contou com leituras e discussões com base em textos de autoras como Jota Mombaça, Linn da Quebrada, Jup do Bairro, Rosa Luz e Monna Brutal.

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