Davi de Jesus do Nascimento (BR)

Davi de Jesus do Nascimento (BR)


Davi de Jesus do Nascimento (1997 | Pirapora, MG) é atista plástico, performer e poeta barranqueiro. Gerado às margens do rio São Francisco, curso d’água de sua pesquisa, ele trabalha coletando afetos da ancestralidade ribeirinha e percebendo “quase-rios” no árido. Na fotografia, utiliza o corpo como instrumento de medida do mundo. Corpo-médium, confrontado e confundido com a natureza. Uma natureza aquática, barrenta e silenciosa, que pode ser lida como isca, peixe e pedra.

@nasceumdavi




– Bolsa Pampulha 2018/2019 – Pesquisa

Guiado por forte escuta familiar, assim como por acontecimentos que remetem à sua comunidade barranqueira de origem, Davi de Jesus do Nascimento toma como pontos de partida de seu trabalho o falecimento da própria mãe e o adoecimento do rio São Francisco.

A partir de criações que abrangem ações ritualísticas, vídeos, fotografias, textos poéticos e pinturas terrosas, aborda o ser humano e suas memórias como matéria essencialmente orgânica, entendendo a arte como campo propício à coletivização de dores que permeiam a passagem do tempo. Dedica-se ainda à produção de auto-retratos e retratos de si em contextos rurais e urbanos, além de composições a partir de fotografias, alimentos, fósseis de animais e outros objetos, gerando efeitos que remetem a processos de luto, perecimento e integração que sucedem a morte da matéria.

No Bolsa Pampulha, em constante companhia de uma carranca de madeira com peso de 20kg, típica das embarcações do Velho Chico, o artista se afirma como um corpo-embarcação: um corpo-rio que circula em territórios cimentados aos quais não pertence nem quer pertencer. A partir de idas e vindas à sua cidade natal, traz ao Museu de Arte da Pampulha um conjunto de canoas de pescadores da sua região, tornadas em esculturas – quiçá monumentos – a partir de poéticas interferências do artista.


– Bolsa Pampulha 2018/2019 – Corpo-Embarcação

Em constante companhia de uma carranca de madeira com peso de 20kg, típica das embarcações do Velho Chico, o artista se afirma como um corpo-embarcação: um corpo-rio que circula em territórios cimentados aos quais não pertence nem quer pertencer. A partir de idas e vindas à sua cidade natal, Pirapora (MG), traz um conjunto de canoas de pescadores da sua região, tornadas em esculturas, quiçá monumentos, por meio de poéticas interferências do artista. A obra pôde ser vista no interior do museu, em seus jardins e também na orla da Lagoa.


– Bolsa Pampulha 2018/2019 –Pescador tecendo rede é aranha: Oficina com Davi Nascimento

Como parte das ações do Bolsa Pampulha 2018/2019, o artista Davi de Jesus do Nascimento propôs uma oficina de rede de pesca conduzida por seu pai, Davi Nascimento. A atividade aconteceu na Casa Kubitschek, em Belo Horizonte.

Pescador tecendo rede é aranha

“Meu pai sempre me disse que a rede de pesca tecida manualmente é mais bem feita e melhor pra pegar peixe. Convidei ele – que é marceneiro, pescador e escultor de canoas – para ministrar a oficina, uma vez que, com o aparecimento de fábricas de redes, a feitura artesanal tem diminuído cada vez mais, paralela ao adoecimento dos rios e extinção dos peixes.”
Davi de Jesus do Nascimento

Jardim Canadá
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