Pedro Motta (BR)

Pedro Motta (BR)


Pedro Motta graduou-se pela Escola de Belas Artes da UFMG. Trabalhando com fotografia desde 1995, o artista desenvolveu séries que direcionam o olhar para a relação entre o natural e o artificial; através de recortes monumentalistas, Pedro retrata ora a natureza reagindo dentro do espaço urbano, ora o construído em processo de degradação e incorporação à natureza; solitárias torres de água, paradas de ônibus, árvores incorporadas por construções urbanas e ilhas de terra habitadas por postes de eletricidade. Pedro tem dois livros editados, o primeiro intitulado Paisagem Submersa, realizado em colaboração com os fotógrafos Pedro David e João Castilho; o segundo, Temprano, uma seleção de sua produção, realizado pelo Conexões Artes Visuais da Funarte. Em colaboração com os artistas Roberto Andrés e Fernanda Regaldo ele organizou o seminário Paisagens Periféricas no JA.CA, com patrocínio da FUNARTE. Em 2011, Pedro Motta recebeu a primeira bolsa internacional oferecida pelo J A.C A e foi recebido pela Residency Unlimited, em NY, por dois meses.

www.pedromotta.net




– Emissário no Programa de Residências Internacionais – 2011 – Paisagem Suspensa

Na Residency Unlimited (Nova York), Pedro Motta continuou sua série de balões metereológicos iniciadas no JA.CA em 2010.


– Programa de Residências Internacionais – 2010 – Paisagem Suspensa

Durante o Programa de Residências Internacionais 2010 do JA.CA, Pedro Motta desenvolveu o projeto Paisagem Suspensa, que coloca em discussão a relação da natureza com o espaço urbano. Para o artista, o poder desmesurado da natureza é visto como um fator de singularização da paisagem contida no espaço geográfico – lugar de integração e convívio, onde se faz propagar representações e imagens.

Em um primeiro momento o artista interferiu na paisagem ao redor do J A.C A, foram escavadas cavas de diversos tamanhos sempre com formas regulares e geométricas.

Em seguida, formas com a mesma dimensão e cor dos materiais retirados foram criadas a fim de mimetizar as contra-formas das cavas. Elas, por sua vez, foram erguidas do solo por meio de diversos tipos de balões de gás hélio, e registradas em uma sequência de fotografias.

Nelas, a estrutura suspensa age como uma metáfora da transformação do solo/ambiente/paisagem. A questão central da pesquisa concentra-se na especulação visual da região, detentora de uma grande riqueza mineral que vem sendo consumida por diversas companhias mineradoras por várias décadas.

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